domingo, 17 de janeiro de 2010

Um Domingo para recordar...ou não!

Depois de seis horas no Hospital de Santo André, finalmente saí para a rua. Era já de noite... O Tomás estava mais desperto, mas animado, porém ainda com os olhitos pesados. Diagnóstico: provável virose.
Este diagnóstico não me deixa descansada, porque "provável" é uma palavra que odeio, e porque impossibilita o Tomás de ir para o infantário. A minha sogra já começa a ficar cansada de o ter por lá, não sou tola, denotando um certo "arrastar" na voz cada vez que nos pergunta a que horas o vamos deixar lá. É complicado, sei que sim, tendo ela já sido operada ao estômago, sofrendo de depressão e de esteoporose grave na coluna, mas não tenho outra alternativa. Não posso ausententar-me do emprego sempre que me "dê na bolha", porque neste momento sou a única pessoa naquele serviço.
Desta vez, aliada à diarreia ainda sem diagnóstico que se vem arrastando desde Agosto e para a qual ainda na sexta-feira tirou sangue no mesmo hospital, uma febre de 39,5º que o deixou prostrado, olhos muito cansados e umas manchinhas microscópias às quais chamaram petéquias assustaram-me a  sério. De manhã, achei estranho ele não acordar cedo como costume, ainda para mais ontem não quis jantar e só bebeu o biberão de leite de soja (ordens do médico devido à diarreia).Porém, mais estranho achei a sua apatia, a sua palidez. Quando vi a febre, dei-lhe um banhito e coloquei-lhe um Ben-u-ron.Deitei-o enquanto me vestia para irmos ao hospital. Ao vê-lo na camita, todo enroscadinho, nem abria os olhos e de punhos cerrados, uma dor invadiu-me... Não! Não posso esperar mais, não posso perder outro bebé... Meu Deus, acode-me.
A verdade é que o meu homenzinho não tem tido descanso... A luxação na anca, a cabecita deformada, a diarreia... Dá-lhe a Tua mão, Meu Deus!...

2 comentários:

  1. Vai dar, minha senhora. Vai dar.
    Tenha fé e cuide dele, ele vai-se curar.

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