quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Ai a minha vidaaaaa

Os gémeos estão com bronquiolite. Nunca adoeceram os dois ao mesmo tempo, embora o pediatra que os segue nas consultas de rotina na Maternidade Daniel de Matos já me tivesse alertado que isso iria acontecer… Pois, aconteceu. Estão os dois entupiditos e já comecei a dar Ventilan em aerossol e Rosilan, para ver se a coisa vai…

Isto de ser prendada com dois seres ao mesmo tempo tem muito que se lhe diga. Quando pensamos que vamos ter sossego, algo acontece.

A Martita tem andado numa fase tão engraçada! Palra imenso e coloca uma palavra ou duas pelo meio. Se vê que a estamos a observar, faz um sorriso envergonhado e depois grita de contente. De vez em quando lembra-se de “desancar” no mano, puxando-lhe os caracolitos ou beliscando-lhe o braço. Ele apenas choraminga, nem se defende. Depois, digo à mana para lhe dar mimo e a Martita fá-lo deslizando a mão na carinha dele. Riem-se os dois. A Inês observa-os e ri-se também.

Sinto-me feliz com os três estarolas!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Fim-de-semana de loucos!!!

Este fim-de-semana foi absolutamente uma corrida contra-relógio!
Logo na sexta-feira, foi uma correria após sair do emprego para ir buscar a pequenada, para depois levar a Inês à natação. Foi uma lufa-lufa para manter os pimpolhos distraídos enquanto eu "alinhavava" algumas coisas em casa e a Inês se vestia. Em meia-hora, saímos de casa. Ao regressarmos, já eram 21 horas, jantar, arrumar as coisas e camita.
No sábado, acordei às 10h (o que soube a mel, de tão raro que é). A Inês surpreendeu-me: já tinha dado o leitinho aos manos. Elogiei-a e ela adorou sentir-se prestável. Depois, pus-me nas limpezas, mas os gémeos não me largavam o pé. Eram quase 13h e ainda não tinha feito quase nada! Pensei logo "Como é que a Inês vai estar nos jogos aquáticos às 16.30h, com a casa ainda neste estado?" Uma vez por ano, a natação reúne os alunos todos, proporcionando-lhes uma tarde de jogos e brincadeiras apenas. Eu inscrevi a Inês, mas como o meu marido raramente está em casa ao sábado, não sabia se ele ia, nem tão pouco se podia tomar conta dos gémeos para eu pôr a casa em ordem. Resultado: eram 16h estavamos os cinco a sair de casa, mas com tanta tralha para levar (saco das fraldas, prendinha do bebé que iamos visitar de seguida, casacos...) a Inês esqueceu-se da mochila em casa!
Ia-me dando uma coisa quando ia para retirar a mochila do carro e vi que não estava lá... Ainda pensei em ir a casa, mas estávamos em cima da hora... Desistir? Pois, mas eu tinha-a inscrito e era chato.Além disso, o pai tinha conseguido ir connosco e os manos também.
Acabei por pedir à escola uma touca e uns chinelos (por sorte ela tinha o fato de banho vestido). Terminados os jogos, respirei de alívio. Porém, o pior estava para vir... Upssssss! E agora, como a seco? Bemmmm, gastei imensos toalhetes de papel de limpar as mãos... Depois, um duplo upsssssss! Aiiiii, então e as cuequitas?  Pois...Dessa nem me tinha lembrado... Estava na mochila. Treta do caraças! Enfim, calças e mais nada! Grrrrrrrrrrrrrr...... Esta vida é uma anedota! Pena é que na altura não me tenha dado nenhuma vontade de rir!
Pensámos em ir comer algo, mas o edifício do Continente está em obras, para a construção do Leiria Shopping. Pois...Mais uma barretada: nada de comes e bebes! Nem Pizza Hut, nem sopas, nada! Grrrrrrr, de novo! Comprámos os fatitos de Carnaval para os gémeos, ela uma raínha lindaaaaa e ele um cowboy de respeito.A Inês já tinha o dela em casa.
Rumo ao McDonnalds, toca a manducar depressa, que eu já estava farta de tanto azar.
Depois, fomos visitar o Dioguito.Lindddddooooo! Bem, ao menos isso para me acalmar os nervos. Soube bem estar com aquela família, com aquele novo ser, tão amoroso!
Domingo acordei com uma dor de cabeça XXL, quem sabe dos grrrrrrr do dia anterior. O pai levou a Inês à catequese, demos banhito aos pimpolhos e eu tomei um também para relachar. No duche lembrei-me que era hora de ir visitar a Catarina... Coitadinha, há muito tempo que não lhe levava flores e havia sempre algo que me impedia de sair, porque nunca lá levei os gémeos. A Inês já lá foi por diversas vezes, mas os pimpolhos... Não é o lugar para eles...Além disso, não me sinto bem em visitá-la na companhia deles, parece que a substituí... Comprei gerberas pérola e uma verdura e fui compôr o seu "leito". Como sempre faço, tentei escutar o som do vento e o som dos pássaros: apazigua-me a alma e faz-me acreditar que ela está bem...
Hoje, segunda-feira, o Tomás teve consulta no hospital para despiste de problemas gastro-intestinais relacionados com a diarreia que o assola de vez em quando. Foi um  Grrrrrrrrrrr enorme ao ver que o médico não me diz nada de concreto e parece que quanto a ele o caso está arrumado. Pois, mas o miúdo tem diarreias de semanas a fio de vez em quando a ponto de no infantário terem de lhe trocar a roupa N vezes. "Pode ser síndrome de cólon irritável", disse ele. Ai sim? Então porque não faz o despiste? E se fôr, não haverão comidas a evitar? Grrrrrrrrrrr..... Nova consulta em Maio.Pois, digo uma coisa: não sei se lá volto! Procurar outra opinião? Isso talvez, agora não me darem nada de concreto, dizerem que não há nada de especial a registar e o miúdo andar sempre borrado??? Isso é que não!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Reciclagem de conhecimentos

Terminei o curso em 1998, um ano antes de casar. Já lá vão, portanto, 12 anos desde que pus o Inglês de lado. A única prática que tenho tido é quando vejo filmes e comparo as legendas com o que ouço. Ficavam incrédulos se vos dissesse a quantidade de gaffes que já descobri, desde "Vamos fazer uma torrada" em vez de "Vamos brindar", ou "Fui eu que fiz" para "I did it" em vez de "consegui". Farto-me de rir com as traduções que vou encontrando.
Tenho andado a ter formação de Inglês na empresa, duas vezes por semana. Decidi inscrever-me porque embora não esteja a praticar o que aprendi, também não o quero esquecer. Além disso, adoro Inglês e acho que hoje em dia é uma ferramenta indispensável em muitas àreas de trabalho e não só.
Estou, portanto, a fazer "reciclagem" de Inglês. No final podemo-nos candidatar a exame numa dessas escolas tipo "Cambridge". Depois, logo se vê.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

It's my party

“It’s my party

And cry if I want to...”


Trinta a quatro… Arggggggghhhhhhh! Estou a entrar na idade da carcaça!!!


Um ou dois cabelitos brancos já despontaram aqui e acolá. Eu, ou não seria uma mulher, bem que os tento retirar, mas teimam em crescer de novo. Umas ruguitas de expressão na testa (quem me manda ter uma testa de meio metro?), uma ou outra em redor dos olhos. Lá virá a altura em que terei tantas que o difícil vai ser achar uma parte do corpo sem nenhuma. Não me incomoda. Porque deveria? Não tenho medo de envelhecer. Tenho receio é da solidão que me poderá esperar, isso sim. Vejo o que se passa com os idosos de agora e é inevitável pensar que um dia serei eu ali naquele lar, naquela rua, naquele hospital, sem visitas, a ser tratada por “velha” (palavra que odeio!), um empecilho. Nessas alturas penso na minha mãe, prestes a fazer 78 anos, na sua árdua experiência de vida e em quanto gosto dela…






Hoje, esqueço isso tudo e retorno à cantoria:


quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Ladies night à vistaaaaaaa!




É curioso como ultimamente me deu para tentar mudar algumas coisas na minha vida. Com a passagem dos anos, a minha perda, os problemas, apercebi-me que esta vida não vai durar para sempre e a juventude muito menos. No próximo dia 26 completo 34 Invernos, o relógio está sempre a contar as horas, os dias, os anos... Três filhos, um marido, um emprego, uma casa para cuidar e pagar... E eu? Que tenho feito desde que acabei o curso há quase doze anos? Por onde passei, quem conheci, o que modifiquei na minha vida? Sonhos? Não tenho. Alguém me disse há pouco tempo que é quase impossível não ter sonhos, mas a verdade é que eu sou muito terra-à-terra e raramente anseio por algo que não parece estar ao meu alcance. Evito desilusões desnecessárias, porque já me chegam aquelas que a vida me traz sem eu esperar.
No final do mês eu e algumas amigas estamos a combinar um jantar-saída. Nada de extraordinário, apenas uma espécie de encontro para pôr a conversa em dia e respirar um pouco o ar do "descompromisso", no sentido de não ter horas para nada. As tarefas domésticas ficam em casa, as preocupações, os horários.
Parar, sentir, respirar, pensar, falar... tudo isto sem restrições!

domingo, 17 de janeiro de 2010

Um Domingo para recordar...ou não!

Depois de seis horas no Hospital de Santo André, finalmente saí para a rua. Era já de noite... O Tomás estava mais desperto, mas animado, porém ainda com os olhitos pesados. Diagnóstico: provável virose.
Este diagnóstico não me deixa descansada, porque "provável" é uma palavra que odeio, e porque impossibilita o Tomás de ir para o infantário. A minha sogra já começa a ficar cansada de o ter por lá, não sou tola, denotando um certo "arrastar" na voz cada vez que nos pergunta a que horas o vamos deixar lá. É complicado, sei que sim, tendo ela já sido operada ao estômago, sofrendo de depressão e de esteoporose grave na coluna, mas não tenho outra alternativa. Não posso ausententar-me do emprego sempre que me "dê na bolha", porque neste momento sou a única pessoa naquele serviço.
Desta vez, aliada à diarreia ainda sem diagnóstico que se vem arrastando desde Agosto e para a qual ainda na sexta-feira tirou sangue no mesmo hospital, uma febre de 39,5º que o deixou prostrado, olhos muito cansados e umas manchinhas microscópias às quais chamaram petéquias assustaram-me a  sério. De manhã, achei estranho ele não acordar cedo como costume, ainda para mais ontem não quis jantar e só bebeu o biberão de leite de soja (ordens do médico devido à diarreia).Porém, mais estranho achei a sua apatia, a sua palidez. Quando vi a febre, dei-lhe um banhito e coloquei-lhe um Ben-u-ron.Deitei-o enquanto me vestia para irmos ao hospital. Ao vê-lo na camita, todo enroscadinho, nem abria os olhos e de punhos cerrados, uma dor invadiu-me... Não! Não posso esperar mais, não posso perder outro bebé... Meu Deus, acode-me.
A verdade é que o meu homenzinho não tem tido descanso... A luxação na anca, a cabecita deformada, a diarreia... Dá-lhe a Tua mão, Meu Deus!...