terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Chiça...Penico!

Que coisa! Foi preciso estar mais de ano e meio para ir "ver montras" para agora não sair de lá? No espaço de um mês já fiz uma citologia, uma eco endovaginal (estas perdas não são normais),




tenho que fazer uma eco mamária e depois talvez uma citologia mamária (que nem sabia que existia) ao malvado nódulo que me apareceu há três anos durante a gravidez da Catarina e que provavelmente vou tirar.





O curioso é que os que tinha no peito esquerdo diminuiram e este apareceu XXL no peito direito. Sorte a minha, não?
Definitivamente, o SIU vai ser "instalado" e seguem-se cinco anos de paz e sossego...espero eu!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

E tu? Porque me condenas?

É tão giro ver as críticas que me são feitas. A sério! No fundo até gosto de saber o que os outros não gostam em mim.Sabem porquê? Porque isso me dá a possibilidade de me corrigir a mim mesma, tornando-me uma pessoa diferente, se fôr caso disso. Claro que não vou mudar isto ou aquilo porque A ou B não gostam, era o que faltava.Primeiro analiso o que está em causa e tento perceber se faz sentido o que me dizem. Depois, vejo se ao mudar de comportamento estou a agradar a mim mesma e aos que me interessam realmente. Os demais, que vão levar onde apanham as pombas!
Os meus filhotes adoram mimos, por exemplo. Nem sempre tenho muito tempo disponível, mas se a Inês me desperta para a realidade...Upssss... A miúda tem razão. Bora lá sentar-me com ela, brincarmos com os manos, rir, fazer jogos, ouvir as "músicas lindas" como eu chamo às canções infantis. Agarro a Martita ao colo, finjo que somos um par romântico e lá vai disto, dançamos e dançamos até ficar a arfar!
São destes momentos que me quero recordar e isso vale por todos os esforços que faço, sem dúvida!



sábado, 2 de janeiro de 2010

Todos caimos do nosso pedestal

Várias pessoas têm estado no meu pensamento ultimamente, por um ou outro motivo, dou por mim a pensar nelas... O Sr Silva foi internado ontem, depois de ter feito uma biópsia dia 16. Em Janeiro de 2008 tinha sido internado por lhe ter sido diagnosticado leucemia. Fez quimioterapia, estava a ser medicado, mas algo não teve o efeito esperado. Não atende o telemóvel e morando eu em Leiria e ele em Coimbra, torna-se difícil acompanhar o seu estado de saúde. Ninguém na empresa conseguiu ainda falar com ele... 
A minha irmã... A minha mana do meio não tem andado bem há imenso tempo. Para dizer a verdade, a má sorte persegue-a e a vida não lhe sorri. Vive num sobressalto constante e nunca sabe como vai acabar o seu dia.
A minha mãe... Tem 77 anos.Faz 78 em Maio e está viúva há 7.Sente-se só, vive a 5 km de minha casa e sinto uma culpa enorme em não a visitar mais vezes. Fui buscá-la para almoçar no dia de Natal (a noite foi passada com os meus sogros e ela esteve com a minha irmã mais velha) e convidei-a para vir cá na passagem de ano, já que éramos apenas nós os cinco, mas não quis vir. Felizmente não tem tido doenças que nos dêem motivos de preocupação: foi operada às cataratas no ano passado e a uma hérnia e agora anda a vigiar o colesterol. Contudo, começo a mentalizar-me que a vida não é eterna...
Passámos de ano, mas nada se alterou.A vida continua...ou não...


segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Goodbye 2009!



O ano que agora termina foi um ano muito difícil, em todas as àreas. Sei que consegui superar algumas provas com que me deparei, outras ainda me debato com elas... Não é fácil estabelecer prioridades quando quase tudo é importante. De qualquer modo, temos tido saúde, o que é muito bom, alguma harmonia, mantenho o meu ganha-pão.Nem tudo é mau. Os portugueses são pessimistas por natureza e essa é, provavelmente, a minha "doença" também.
Nada na vida é garantido. Aprendi isso quando perdi a Catarina, depois de pensar que o pior tinha passado e que só faltavam dois meses para a data prevista para o parto. Enganei-me redondamente e assim aprendi a mais dura lição que a vida me deu até hoje, mas também a que mais me ensinou. Aprendi muito de há três anos para cá.
O que se vai passar em 2010 não sei.Porém, sei que estou cá para o que der e vier e que o "quinteto" vai estar sempre em primeiro lugar. Essa é, assim, a minha prioridade!

Feliz 2010!!!!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Aquele Natal...



Tinha talvez uns 4 ou 5 anitos, sinceramente nem me lembro. Eu e as minhas duas irmãs, mais velhas que eu, dormiamos num dos dois quartos da casa, partilhando uma cama de casal.O meu irmão dormia na sala.
Não vislumbro todos os pormenores, mas a minha memória guarda com carinho o dia em que os meus pais nos deram a única prenda de Natal. Nunca se celebrou esta quadra lá em casa, ou melhor, nunca houve ceia de Natal e muito menos troca de presentes, antes de termos idade para começar a ganhar uns trocos e sermos nós a darmos prendas aos nossos pais e aos outros. Fazíamos o presépio, guardado religiosamente numa caixinha de sapatos, a árvore de Natal de pinheiro natural apenas com duas bolitas aqui e acolá e pedacinhos de algodão a simular a neve. Com os anos, as peças do presépio foram-se partindo e nunca mais tivemos nenhum...
Chegámos a ter festa de Natal na empresa onde o meu pai trabalhava como mero operário fabril, num hotel da cidade, onde nos era entregue um saco de brinquedos. Fomos lá um ou dois anos apenas, porque éramos 6 lá em casa e não tinhamos carro. De qualquer forma, os brinquedos que nos eram atribuídos eram "desviados" pelos nossos primos, que moravam mesmo em frente, para nossa desolação...
Enfim, mas não é disso que quero falar. É do Natal mais marcante que tive até hoje.Como estava a contar, tinha poucos anos de vida quando os meus pais resolveram fazer algo de diferente, para não deixar passar aquele dia em branco. Lembro-me de abrir o papel pardo azul e encontrar 3 rebuçadinhos Dr Bayard e duas ou três bolachas Maria.A mesma coisa recebeu a minha irmã do meio. A mais velha recebeu o seu primeiro relógio, que tinha sido da minha mãe, mas ainda funcionava. O meu irmão, já perto dos seus vinte anos, estava na tropa.
Fiquei tão feliz! Bolachas Maria, ao contrário do que se possa pensar, lá em casa nunca tinham existido e rebuçados muito menos. O magro ordenado do meu pai tinha que dar para as contas e para a alimentação. Não havia lugar para extras. Daí eu me recordar com tanto carinho desse Natal... Foi um momento único, que não mais se voltou a repetir...
Cresci, os meus irmãos casaram, nunca nos convidaram para o Natal porque desde sempre o passaram com os sogros. Casei eu e logo no primeiro ano fiz questão de convidar a todos, mas o meu irmão só passou por cá no fim do jantar. Finalmente tinha um jantar de Natal em família, a MINHA família... A tradição teve os dias contados... Três anos depois, o meu pai faleceu em Novembro, pelo que o Natal foi muito triste... Outros 4 anos e, quem devia ser a minha prenda, a 26 de Dezembro, partiu a 26 de Outubro...
Aquele Natal, com as minhas bolachinhas Maria... é o meu melhor Natal de sempre :)